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Rio,14/05/2010

Prezados Alex, coronel Rogério Leitão e Leonardo,

1) - Na última reunião do PSI abordando a questão dos canteiros e calçadas mal cuidadas em frente á loja Brazilian Soul na Rua Maria Quitéria esquina com Prudente de Morais. Os representantes desta empresa, relataram que o problema é que os clientes do bar Emporium, na Maria Quitéria e vizinho da loja, tomam conta da rua, todas as noites, especialmente nos finais de semana, arrebentam os canteiros, picham as paredes, destroem os letreiros, enfim fazem todo tipo de desmando. Infelizmente a Osklen, dona da loja sofreu um incêndio em seus escritórios em Novembro de 2009, o que impossibilitou a apresentação dos recibos referentes à quantidade de vezes que os canteiros, luminárias, pinturas e letreiros foram refeitos. Os donos do bar se recusam a assumir qualquer responsabilidade, uma vez que, alegam que são os consumidores que ficam na rua e eles não podem fazer nada. A representante da vereadora Aspásia Camargo - sra. Eliane Mattos , presente à reunião e que nos lê em cópia, relatou que o bar Emporium, junto com o Não Tou Nem Aí, foram os campeões de reclamações da população na CPI da Desordem Urbana presidida pela vereadora na Câmara dos Vereadores da Cidade do Rio de Janeiro. Embora as queixas sejam inúmeras, de barulho, sujeira, desordem, ocupação e depredação do espaço público, tráfico e consumo de drogas, nada foi feito. O gabinete da vereadora, inclusive colocou à disposição da polícia e dos demais órgãos públicos envolvidos, os documentos referentes a este problema.
Nós do PSI entendemos que o funcionamento de uma casa noturna deve se pautar pelo respeito ao sossego dos moradores do local e à obediência às leis e regulamentações vigentes. Já relatamos o que está ocorrendo à 14ª. DP, e pedimos à SEOP e à administração regional, que junto com a PM tome as providências cabíveis, uma vez que é inconcebível que um bar, campeão de reclamações por parte da sociedade, não seja incomodado, tenha seu alvará renovado e continue perturbando o sossego, e depredando o espaço público mantido com os altos impostos pagos pelos moradores de Ipanema.

2) – Há cerca de quinze dias atrás relatamos à SEOP, à 14ª. DP e à VI administração regional o problema que está ocorrendo com o ponto de vans ilegal na rua Visconde de Pirajá em frente ao número 455, quase esquina com Garcia d’ Ávila. Até o momento só obtivemos resposta da 14ª. DP que já mandou seus agentes ao local, em horário inapropriado, pois o ponto funciona durante o dia e os agentes foram no período noturno. Na sexta feira 14/05 às 13.30 tinham duas vans estacionadas esperando passageiros. Os motoristas estavam na rua sentados em banquinhos de plástico. Saiu no Globo de 16/05 uma nota a este respeito na coluna Gente Boa.

3) na mesma ocasião, levamos ao seu conhecimento a existência de um camelô vendendo roupas em plena via pública, praticamente uma loja, atrás da entrada da estação de metrô na rua Jangadeiros. Até o momento este ambulante continua no mesmo lugar, ocupando um espaço público, fazendo concorrência desleal às diversas lojas existentes no bairro, e abrindo precedente para que, terminadas as obras do entorno, outros camelôs se instalem no local. Nós, do Projeto de Segurança de Ipanema, fizemos um grande esforço junto com a secretaria estadual de transporte no sentido de tirar daquele espaço uma grande desordem pública que havia com vários camelôs, ferro velho, burros sem rabo etc. Queremos resgatar aquela área, que já foi ponto nobre de Ipanema. Pedimos a retirada deste ambulante para um local fora do nosso bairro.

4) – Na ocasião da inauguração da nova iluminação da praça N. Sra. da Paz, voluntários do Projeto de Segurança de Ipanema, conversaram com o Leonardo a respeito de uma cabine de chaveiro que se instalou na rua Vinicius de Morais, esquina com Visconde de Pirajá. Ele ficou de verificar se havia autorização ou não para aquela instalação. Até o momento não obtivemos resposta. Entendemos que o bairro não tem necessidade de mais um chaveiro. Temos pelo menos seis pontos desse serviço funcionando em Ipanema e bem divididos por todo o espaço. O fato é que quanto maior a ocupação de nossas calçadas por serviços avulsos, maior a concentração da desordem. Em volta desses negócios sempre fica uma população ociosa que suja a rua, atrapalha o ir e vir da população, e acaba por cometer pequenos, ou grandes, delitos.
O projeto de Segurança de Ipanema se posiciona fortemente contra a ocupação desordenada do espaço público. Para nós, esta é uma das origens dos problemas atingem a nossa cidade. Ela leva ao empobrecimento, ao aumento da criminalidade e da percepção de insegurança por parte da população. Pedimos as providências necessárias para que estes problemas não venham a crescer e se transformar em soluções muito mais difíceis.
Atenciosamente,

Ignez

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