JARDIM DE ALAH -

Defensores dizem que seria a salvação

Caio de Menezes, Jornal do Brasil

RIO DE JANEIRO -

Bruno Pereira, diretor superintendente do Quadrilátero do Charme de Ipanema – área situada entre as ruas Aníbal de Mendonça e Joana Angélica e as avenidas Vieira Souto e Epitácio Pessoa – afirmou que a intenção do grupo não é entregar o Jardim de Alah à iniciativa privada.
– Existem ali um ponto final de van, depósito de lixo para reciclagem, narcotráfico. Depois de o estado resolver esses poréns, buscaremos a iniciativa privada para que patrocine atividades de baixo impacto para a população do entorno e com retorno positivo. O Jardim tem de ter atrativos, para que seja ocupado e utilizado. Só assim essas mazelas não persistirão.
De acordo com Bruno Pereira, o estado atual do Jardim de Alah se reflete no comércio da vizinhança.
– Tudo de ruim, urbanisticamente falando, é encontrado no entorno do jardim – avaliou. – É impossível continuar com apenas 70% da iluminação funcionando. As pessoas não podem ficar preocupadas em atravessar o canal para fazer compras no fim do dia, que é o horário de pico do comércio.
Para a presidente da Associação Comercial e da Associação de Moradores e Amigos do Leblon, Evelyn Rosenweig, o Jardim de Alah tem de ter seus “charme e elegância resgatados”.
– Quando criança, o grande passeio era passar as tardes de domingo no Jardim de Alah. Isso tem de ser resgatado. Por isso, pensamos em uma ciclovia, pista de corrida e, até mesmo, um quiosque, desde que não venda bebida alcoólica. O local está abandonado e colocam tudo na conta da Cruzada São Sebastião, em vez de consertar o que está errado – disse ela referindo-se à comunidade vizinha ao Jardim, na avenida Borges de Medeiros.
A presidente da Associação de Moradores de Ipanema, Maria Amélia Fernandes Loureiro, afirmou que as ideias partiram de reclamações e pedidos dos moradores de Leblon e Ipanema.
– O choque de ordem tem que passar pelo Jardim de Alah – ressaltou. – A construção de um palco para apresentação de orquestras e um ponto de venda de flores são algumas das reivindicações de quem vive nas redondezas.

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