RESPOSTA

Prezado Leonardo,

obrigado pela sua rápida resposta.

1) o chaveiro como eu imaginava deveria ter autorização, mas a pergunta é: porque mais chaveiros no bairro? O que eles trazem em melhoria de conforto e qualidade de vida para seus moradores? É lógico que várias pessoas querem ter um ponto em Ipanema, pagando uma módica taxa à prefeitura e faturando no espaço público, mantido pelos contribuintes.Aquele ponto da Vinicius está totalmente degradado, com burros sem rabo, população de rua, papeleiros e agora mais um chaveiro em frente a um bar que deixa a calçada suja, faz barulho e atrai uma população ociosa, inclusive de biscateiros que acabam dormindo no local. Qual po objetivo de se manter esta autorização? porque não se realoca o chaveiro para outro bairro? Ipanema já tem número suficente. Todo este processo é contagiante. Neste momento estamos interpelando o HSBC porque a entrada da agência se transformou em dormitório de população de rua, é mal cuidada e tem mau cheiro. É lógico que quando a agência abriu tudo estava bem arrumadinho, os vasos com bonitas flores etc. O que aconteceu? O HSBC tem interesse em manter uma agência que depõe contra a sua imagem/ É claro que não, mas o entorno mal cuidado contagia.O que pedimos é justamente isto: que a ocupação do espaço seja conivente com a sua função primária e com os altos impostos pagos pelos moradores. As calçadas são para os pedrestes e população usufruirem de um bairro com bonitas vitrines, jardins, canteiros, iluminação adequada etc. e não para se transformar em ponto comercial que faz concorrência desleal aos lojistas que pagam impostos, geram emprego e renda.

O camelô da Jangadeiros se insere no mesmo tema. Não tem razão de ter um camelô vendendo roupas na saída do metrô, e se deixar embreve teremos um mercado de produtos sem origem contrabandeados, pirateados etc. Eu me pegunto se este camelô tem nota fiscal da mercadoria que vende.

Acho muito saudável que as vans sejam multadas, mas elas deveriam ser apreendidas e rebocadas para o depósito como são todos os carros particulares estacionados em local proibido.Você me dirá que elas não estão estacionadas, mas estão em atividade ilegal, uma vez que não existe ponto de van naquele local. Como uma van pode estar fazendo transporte público sem autorização?

O problema do Emporium não é vigilãncia sanitária. É claro que seria ótimo se fosse encontarada uma irregularidade, porque aí seria o fechamento puro e simples. O problema é o transtorno que ele causa à população, o barulho, a sujeira e a depredação do espaço público. Quem responde por isso? Como pode um bar que pelo menos em todos os finais de semana não deixa ninguém dormir, cria um ambiente de medo entre os moradores que ficam constrangidos de entar e sair de suas casa, que tem denúncias de venda e ponto de usuários de droga? Como fica o morador da vizinhança que tem um bebê ou quma pessoa doente na família, que precisa trabalhar a semana inteira e que nos finais de semana não consegue descansar? Aquela rua é residencial. Dar alvarás para atividades comerciais que não pertubem a ordem pública, é uma coisa e outra bem diferente é adimitir o funcionamento de um local que é campeão em queixas.Os documentos da CPI da desordem urbana são públicos e à disposição de quem queira vê-los. Impedir as pessoas de ficarem no meio da rua bebendo a noite inteira e fazendo arruaça, é a mínima obrigação dos órgãos públocos que devem zelar pelo sossego e bem estar da população e não de um grupo específico que resolve privatizar este espaço.Tivemos um caso parecido com o bar A casa da Lua e que conseguimos fechar, exatamente pelos mesos problemas.



Sei que o objetivo da VI RA é o mesmo do Projeto de Segurança de Ipanema. A desordem pública não traz benefícios à cidade, ao contrário onde ela se instala vem o empobrecimento, o desemprego, o aumento da criminalidade e a desvalorização de seus imóveis. Nós cumpimos a nossa obrigação denunciando, fiscalizando e lutando para que o nosso bairro não se transforme , como tantos outros da cidade, que um dia foram ícones e hoje são desvalorizados, desertos econômicos e empobrecidos. Sei que contamos com a sua convicção assim como a de toda a estrutura da SEOP e dos demais órgãos envolvidos.

Ignez

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