CRÔNICA

AS ZEBRAS E A COPA DE DOIS MIL E DEZ (LIGADO)
(Autor: Antonio Brás Constante)

Tragédia para o time de Honduras. Os hondurenhos chegaram tentando comer a bola, mas tiveram que engolir a seleção chilena (que jogou de vermelho parecendo uma pimenta malagueta) e acabaram pedindo água. O problema foi que ao invés de tomarem um gole, acabaram tomando um gol, e assim Honduras terminou o jogo sentindo o sabor amargo da derrota.

Portugal bem que tentou por a mão na massa e sovar o adversário, mas a Costa do Marfim não deu as costas aos seus oponentes, entrando em campo disposta a mostrar para Portugal porque é chamada de Elefante. Um elefante que travou o avanço português deixando a competição empatada, e seus adversários lusos, trombudos com o resultado.

Apesar de não ter assistido o jogo entre Suíça e Espanha, consegui ouvir e ler algumas partes dos comentários aqui e acolá, mas o que li e ouvi me deixou pensando se eles estavam mesmo falando de futebol. Primeiro alguém disse que a Suíça estava namorando o gol da Espanha, depois que a Espanha não estava tendo penetração para marcar, e o que é pior, falavam que se os espanhóis não endurecessem seu ataque não conseguiriam furar o bloqueio Suíço. Parece que o gol só acabou saindo graças a um incrível malabarismo por parte dos jogadores da Suíça. No entrevero do jogo a seleção Suíça acabou levando a melhor e ficando por cima, gozando o mérito de faturar a espanhola.

Parreira conseguiu novamente pegar para treinar uma seleção verde-amarela (neste caso a África do Sul usando estas cores em seus uniformes), e com muito esforço e peculiar técnica organizá-la de tal forma a tirar-lhe toda e qualquer chance de vencer a copa (e ele ainda é pago para fazer isso). E assim o Uruguai deu-lhe um, deu-lhe dois, deu-lhe três gols e vitória dos uruguaios.

Argentina versus Coréia do sul, desta vez o tão alardeado show futebolístico da Argentina finalmente apareceu e foi realmente um “show-colate” sobre o time da Coréia. Falando em chocolate, a Alemanha entrou em campo achando que iria se servir da Sérvia, e a Sérvia bem que tentou dar uma mãozinha (acho que alguns jogadores sérvios devem ser do time de handebol, talvez isso explique porque eles gostam tanto de enfiar a mão na bola). Neste jogo o melhor em campo foi sem sombra de dúvidas o travessão, que impediu muitos gols, não provocou faltas, e nem sofreu impedimentos, ainda assim levou um cartão amarelo do juiz por estar sem camisa. Nestas duas partidas a Sérvia se portou como um autêntico Robin Hood, entregando (o jogo) aos mais fracos e tirando a vitória dos mais fortes.

A Grécia mudou a tática do “penso logo existo” para o “penso logo insisto” e finalmente conseguiu ganhar seu primeiro jogo em uma copa do mundo. A seleção da França fez em campo o que os franceses fazem de melhor, ou seja, entrou em greve em plena partida. O México se aproveitou da situação e atravessando a fronteira do meio de campo fez dois gols, praticamente garantindo seu visto de permanência na copa para próxima fase.

Os americanos jogaram de fardamento azul com uma faixa branca. Aquela faixa em seu fardamento lembrava vagamente um modelito de miss, algo do tipo: “miss trepei”. Mas o que bagunçou a vida do time dos EUA foi o gol anulado, algo que poderia vir a ser considerado como uma sujeira bem pequena, se compararmos com aquele gigantesco vazamento de óleo que anda emporcalhando o oceano lá no Golfo do México, com as bênçãos do Tio Sam.

Enfim, não sei que é porque a copa é na África, mas muitos dos jogos desta fase foram verdadeiras zebras, onde em muitos casos o favoritismo acabou indo para escanteio, junto com parte da esperança de alguns grandes times em continuar na disputa deste mundial.

Um comentário:

Anônimo disse...

Essa rua é conhecida e frequentada por gays(público exigente) do mundo todo, que elegeram nossa cidade como o melhor destino do planeta!