PARQUE GAROTA DE IPANEMA

Grades quebradas permitem invasão de parque onde jovem foi baleado
Parque Garota de Ipanema foi palco de crime após Parada do Orgulho Gay.

Militar que atirou está preso e vai responder por tentativa de homicídio.

Do RJTV

O Parque Garota de Ipanema, na Zona Sul do Rio, onde um jovem foi baleado após a Parada de Orgulho Gay no domingo (14), está com as grades quebradas. Segundo a frequentadores, mesmo fechado durante à noite, o local é constantemente invadido.

De acordo com a prefeitura do Rio, os portões do parque receberam correntes e cadeados novos. Os antigos estavam danificados. A partir das 21h o acesso é proibido. O parque só reabre às 7h. O pedido de fechamento foi feito à prefeitura pelo delegado da 14ª DP (Leblon), Fernando Veloso.

No entanto, apesar da decisão, frequentadores da academia ao ar livre, no Arpoador, afirmam que é frequente a entrada de pessoas no local. Segundo eles, as pessoas atravessam uma rocha que dá acesso ao parque. Em alguns trechos, a iluminação é precária.

A Subprefeitura da Zona Sul infomrou que vai pedir o apoio da guarda municipal para vigiar o parque durante a noite. Segundo a subprefeitura, a parte da cerca que foi arrancada deve ser substituída nos próximos dias.

No domingo (14), um estudante de 19 anos foi baleado, segundo ele, por um militar do Exército. O crime ocorreu logo após o término da 15ª Parada do Orgulho LGBT, realizada na orla de Copacabana, também na Zona Sul, e teria sido motivado por homofobia. O suposto autor do disparo continua preso no Forte de Cobacabana.

Militares são ouvidos pela Polícia Civil
Na manhã de sexta-feira (19), Veloso ouviu os três militares envolvidos no crime. Segundo ele, o autor do disparo preferiu não se pronunciar. Anteriormente, porém, o sargento, que tem 20 anos de Exército, havia alegado que não percebeu quando fez o disparo. Ainda segundo o delegado, a vítima declarou que também só reparou que tinha sido ferida quando sentiu a barriga queimar.

Os outros dois militares alegaram, em depoimento dado à Polícia Civil, que foram ao parque para evitar que pessoas praticassem atos libidinosos no local. De acordo com a polícia, o militar que disparou o tiro contra o jovem será indiciado por tentativa de homicídio duplamente qualificado por motivo torpe e sem possibilidade de defesa da vítima, com dolo eventual.

Segundo Veloso, o autor do disparo alega que manuseava a arma apenas para intimidar o jovem. Ele teria se sentido intimidado pela reação do rapaz. Mas, para a polícia, o fato do sargento manipular a arma de fogo configura que ele assumiu o risco de dispará-la. Os outros dois militares devem responder na Justiça Militar.

Ao todo, dez pessoas foram ouvidas pela polícia até o momento. Para concluir o inquérito, Veloso aguarda o resultado de perícias, a outra parte do Inquérito Policial Militar e peças técnicas. A previsão é de conclusão do inquérito da Polícia Civil em menos de 30 dias.

Além da polícia, o Exército faz uma investigação paralela do caso para analisar as armas e os vestígios de pólvora nas mãos dos militares.

'Foi uma conduta irregular', diz coronel do Exército
O comandante do Forte de Copacabana, coronel Afonso Henrique Pedrosa, afirmou que o Inquérito Policial Militar (IPM) está quase finalizado. “Agora, o caso passa para a esfera judiciária. O IPM está nos últimos momentos. Falta um exame pericial da arma, para saber se disparou por engano, ou não”, afirmou o coronel.

Apesar da dúvida sobre a intenção do disparo, o comandante fez questão de enfatizar que os militares não podiam estar no Parque Garota de Ipanema, na noite de domingo. “A rotina do Forte do Copacabana não inclui rondas naquele local. Foi uma conduta irregular. O Exército brasileiro não encara qualquer desvio de conduta. Não temos preconceito e pregamos o respeito à dignidade de qualquer ser humano”, concluiu Pedrosa.

Um comentário:

Anônimo disse...

a falta de manutenção é uma constante em Ipanema.Todas as grades estão quebradas,as praças abandonadas,e por aí vai !A cidade está entregue às baratas.