RIOTUR MULTADA !

Riotur é multada por falta de documentos de blocos

O Globo
RIO - O carnaval de rua do Rio, que este ano bateu recordes, virou briga de Justiça mesmo antes de a folia ter começado. O juiz João Felipe Nunes Ferreira Mourão, da 4ª Vara de Fazenda Pública, multou o município em R$ 30 mil por dia pelo descumprimento da decisão judicial, que determinava que a Riotur apresentasse documentação dos blocos programados para desfilar em Ipanema. A decisão do juiz foi tomada no dia 4 de março, depois que a promotora Ana Paula Petra, da Promotoria de Tutela Coletiva de Defesa do Meio Ambiente, apresentou uma petição avisando ao juiz que a prefeitura não cumprira os prazos exigidos no processo. A Riotur informou que não vai se pronunciar porque ainda não foi comunicada da decisão.

A ação foi movida pelo Ministério Público depois de reclamação de moradores de Ipanema, representados pela ONG Projeto de Segurança de Ipanema, sobre a desordem causada pelos blocos.

Promotora citou morte de jovem em trio elétrico

Na petição, também expedida no dia 4 de março, a promotora comunica ao juiz que a Riotur não apresentou ao MP, entre outros dados, a estimativa de público para os dias de desfiles, a estrutura para concretização do evento, o aparato de ambulâncias, médicos e paramédicos, fiscais da Secretaria de Ordem Pública, agentes da Comlurb e da CET-Rio. Outro item exigido pelo MP era liberação dos eventos pela Polícia Militar e pelo Corpo de Bombeiros.

A promotora cita ainda alguns fatos que ocorreram antes do carnaval, como a depredação do patrimônio público, desordem e falta de segurança. Ana Paula Petra inclui na lista o acidente com a jovem de 21 anos que morreu durante o desfile de um bloco na Praia de Copacabana, no dia 20 de fevereiro.

A coordenadora do Projeto de Segurança de Ipanema, Ignez Barreto, disse que a entidade luta desde 2009 para evitar os transtornos ocorridos no carnaval. Para ela, a redução do número de blocos no bairro deve ser drástica:

— Sugerimos um termo de ajustamento de conduta (TAC), mas os moradores do bairro não foram ouvidos.

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