METRÔ

RJ quer usar 'tatuzão' em trecho Ipanema-Gávea da Linha 4 do metrô


Máquina tem mais de 100 metros de comprimento e pesa cerca de 2 mil t.

Secretário de Casa Civil diz que ligação estará pronta em 2015.

Do RJTV

O governo do Rio anunciou nesta quarta-feira (6) que os impasses e discussões sobre a construção da Linha 4 do metrô do Rio – que vai ligar a Zona Sul à Barra da Tijuca, na Zona Oeste – envolvendo as obras do trecho entre Ipanema e Gávea poderão ser resolvidos com a aquisição de uma supermáquina, conhecida como “tatuzão”.

Shield é o nome técnico do “tatuzão”, que tem mais de 100 metros de comprimento e pesa cerca de 2 mil toneladas. Ele já foi usado na construção do metrô de São Paulo e também no Rio, nos anos 80. E vários países no mundo também utilizam esta tecnologia em obras de metrô.

A ligação entre a Barra da Tijuca e a Gávea é considerada mais simples: túneis serão abertos nas rochas dentro das montanhas e outra parte da linha será suspensa. Bem diferente do trecho entre Gávea e Ipanema.

"Ele é o mais difícil de fazer do ponto de vista da engenharia. Aquele terreno ali fica entre a Lagoa e o mar, é um terreno arenoso, que tem muita água", avaliou o secretário da Casa Civil, Regis Fichtner.

"Primeira coisa pra fazer nessa obra vai ser um buraco lá na estação General Osório, do lado da estação General Osório, para o Shield ser montado lá", disse Fichtner.

Outro obstáculo

A concentração de prédios, ruas e avenidas também é um grande obstáculo. Segundo o governo, com o “tatuzão”, o número de desapropriações será mínimo e praticamente elimina o risco de danos para os prédios.

Os locais das novas estações do metrô já foram definidos: na Praça Nossa Senhora da Paz, no Jardim de Alah, na Praça Antero de Quental e na Gávea. As escavações vão passar debaixo de vias importantes, como Avenida Ataulfo de Paiva e as ruas Visconde de Pirajá e Barão da Torre: “Vai ficar pronto até 2015”, assegurou o secretário.

Segundo o governo, as obras do trecho Ipanema-Gávea devem começar no início de 2012. Além da chegada do “tatuzão”, essas obras dependem ainda de um estudo de impacto ambiental, que está em fase de licitação. O custo para esse trecho de quatro quilômetros não está fechado, mas deve passar dos R$ 3 bilhões.

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