ARPOADOR

Pai tem certeza que filho que caiu no mar no Arpoador está morto


Ele estava sentado numa pedra quando foi levado por uma onda no sábado


RIO - O pedreiro Rubens Willisk Dias, pai do jovem que caiu no mar do Arpoador, na Zona Sul, neste sábado, afirmou que tem certeza de que William da Silva Dias, de 22 anos, está morto. Ele deixou Mauá, em São Paulo, e está no Rio desde a manhã de domingo para acompanhar as buscas. William desapareceu por volta das 10h, quando ele e um amigo estavam sentados numa pedra e foram arrastados por uma onda. Nenhum dos dois sabia nadar. O amigo foi resgatado pela equipe do Gmar, com auxílio de surfistas, e foi liberado no local. Os bombeiros continuam as buscas pelo jovem.

- Que ele está morto eu sei. O difícil agora é esperar o corpo aparecer. É um sofrimento. É impossível sobreviver nesse mar agitado, ainda mais ele que não sabia nadar. Certamente ele bateu a cabeça numa pedra no fundo do mar e morreu. Nem sei se vai dar para achar o corpo. Tem muita correnteza aqui - disse ele.

Pedreiro, casado com uma diarista, pai de uma outra filha que tem leucemia e aguarda na fila por um transplante de medula, Rubens se queixava de falta de informações por parte dos bombeiros e disse que se o corpo não aparecesse nesta segunda, teria que voltar para sua casa. Sem recursos, ele passou a noite de domingo para segunda num quiosque da região. Rubens disse ao G1 que o filho tem dois filhos e estava desempregado. Foi a primeira vez que o jovem visitou o Rio.

O Corpo de Bombeiros retomou na manhã desta segunda-feira as buscas por William da Silva Dias que caiu no mar e está desaparecido desde sábado. O acidente ocorreu no Arpoador e, segundo a corporação, são usados um helicóptero, bote e lancha para tentar localizar o jovem, de 22 anos.



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