EM QUE PÉ ESTAMOS.....



Em que pé estamos em relação à estação de metrô N. Sra. da Paz;
 
1) entramos com uma ação popular que segue em anexo. nela pedimos uma liminar para que nada seja feito na praça até o governo vir conversar com a população.
 
2) mandamos, como é do conhecimento de todos, um convite para que os técnicos responsáveis pelo projeto da estação N. Sra. da paz venham conversar com a população a respeito da nossa proposta.
 
Existe uma maneira de fazer a estação, inclusive no sub solo da praça de forma totalmente subterrânea ( a aobra) . Qualquer engenheiro, e consultamos vários, pode atestar isto. É o método  shield que é usar o próprio tatuzão que vai furando o tunel e já concretando. É o que vai ser usado nesta linha. Então aproveitar o túnel já feito para passar o trem e nele já fazer a estação. É uma obra totalmente subterrãnea  quer seja no sub solo da Visconde quer seja no da praça, ela não afeta em nada a parte de cima . O que quer dizer - se for no sub solo da praça não é necessário tirar árvore, mexer em nada - a obra é totalmente subterânea. Se for no sub solo da Visconde a mesma coisa - não é necessa´rio interromper o trânsito, fechar o acesso aos carros dos moradores - nada.
É um método muito usado no Brasil e mundo afora para fazer obras públicas. Ontem um engenheiro e empreiteiro me disse que recentemente fizeram um estacionamento subterrâneo embaixo do Champs Elysées, com seis níveis, sem mexer em nada na superfície da avenida, sem tirar árvores, interromper o trânsito, nada.  É perfeitamente possível.
O governo pode alegar que é mais caro. mas como julgar o que é mais caro em uma obra cuja perspectiva é de 200 anos adiante? Como dizer o que é caro ou barato quando a prioridade tem de ser a preservação ambiental, histórica, artística, arquitetônica e ambiental? Será que as pessoas não percebem o preço altíssimo que a nossa cidade está pagando pela destruição de seu patrimônio, exatamente por conta de um desenvolvimento predatório que se fez sobretudo durante o século XX baseado na falsa premissa - desenvolvimento contra preservação? O que é caro - tirar ou botar a Perimetral? E tantas outras experiências que parece não estão ensinando nada a ninguém.
 
Fazendo a obra desta forma e colocando as entradas e sáidas do metrô fora do entorno imediato da praça, preservando a em seu uso comunitário e não transformando a em passagem, garantindo a segurança das crianças que usam aquele espaço para suas bricadeiras da possibilidade que duas saídas de escape rápido, exatamente no local, fatalmente  estimularão todo tipo de violência, e também fortalecendo o comércio de rua, uma das características importantes do bairro, que terão os 40..000 usuários /dia saindo em frente às suas lojas, fica tudo resolvido e muito bem resolvido. Ipanema vai ter o metrô e vai ficar integralmente preservada.
É esta discussão que temos de ter com o governo. os nossos argumentos são muito fortes e totalmente viáveis técnicamente. A proposta do é atrasada em termos de engenharia e conceituais. Não há porque não fazer a obra desta forma que estamos propondo.
 
3) Como o governo não respondeu ao nosso convite eu  o mandei para toda a mídia pedindo apoio na divulgação do mesmo, com o objetivo de fazer o governo responder sim ou não e porque.
Só consegui uma nota "en passant" na matéria de quinta feira do Globo e falei na radio Band na segunda.passada.A repercussão foi mínima e não serviu para deixar o governo constarngido e responder.
Pensei em fazer o seguinte:
a) todos mandarmos cartas ao Globo dizendo que temos a proposta correta, convidamos o governo para debater e não obtivemos resposta, que a população quer debater com o governo, que uma obra deste porte não pode ser resolvida nos gabinetes, a população tem de ser ouvida. É momento de transparência, seriedade etc. no país e que  Governo do Rio de Janeiro não pode fugir à sua responsabilidade. Algo neste teor.Acho que se todos escrevermos, o jornal não vai poder ignorar e vamos levantar a discussão. obrigando o governo a vir debater.
as cartas têm de ser endereçadas a- cartas@oglobo.com .br  - com nome completo, endereço e telefone.
 
b) também pensei que cairia bem um artigo publicado no Globo sobre o assunto. Como estamos em vésperas do julgamento do mensalão, com a Lei da Ficha Limpa valendo para estas eleiçoes e com a Lei de Acesso à Informação já vigente, acho que temos um bom gancho para chamar o Governo do Rio de Janeiro à sua responsbilidade.  Ele não pode simplesmente ignorar a vonta de mais 16.000, tem de saber que uma obra desta magnitude não pode ser feita nas sombras dos gabinetes.  Eu peço a todos que se empenhem ou em fazer o artigo ou pensar em alguém de prestígio que poderia fazê-lo.É urgente.
 
c) colocar a nossa proposta nos face books e blogs para ver se conseguimos levantar uma onda na rede. 
 
4) estamos preparando uma representação junto ao Ministério Público Federal porque a obra tem finaciamento do BNDES. Vai ser protocolada na terça ou quarta feira.
 
A guerra está difícil, mas não vamos esmorecer. Cada vez me convenço mais da absoluta razão que temos neste pleito.
 Um abraço,
Ignez

2 comentários:

Hélio Bandeira disse...

Os moradores de Ipanema não são preconceituosos como os moradores do bairro nobre de Higienópolis, de São Paulo. Inclusive estamos propondo a estação no quarteirão seguinte, para poupar a Praça. Logo, não somos contra a vinda de pessoas de bairros distantes. Isto que disseram é uma calúnia e difamação. Somos apenas contra a destruição da Praça.

Não existe necessidade de uma plataforma grande na N.Sra. da Paz. Isto talvez tenha sido necessário na Gal. Osório, pois a estação é embaixo do morro e abriram três saídas, inclusive para Copacabana. Na Gal. Osório existe apenas rocha bruta sobre a estação, e não uma grande Praça (que é quase um parque). E para que lojas no subsolo? Para adensar ainda mais o bairro? A área de Ipanema e Leblon foram consideradas oficialmente, pela própria Prefeitura, áreas que não devem crescer mais do que já estão, para não adensar as mesmas. E que espécie de Prefeito é este que um dia reclama que a cidade tem excesso de concreto e no dia seguinte é favorável à destruição da Praça?

O metrô e a estação no bairro do Catete passa exatamente por baixo da Rua do Catete, e as escadas de saída e acesso para a rua ficam nas calçadas da Rua do Catete. Se os governantes insistirem na idéia de prolongar a linha do metrô em Ipanema, poderiam fazer a estação com as escadas de acesso nas calçadas da Visconde de Pirajá (entre as ruas Mª Quitéria e Garcia D'Ávila), que inclusive são mais largas e mais espaçosas que no Catete, e a própria Visconde é bem mais larga - logo, cabe os trilhos do trem, as plataformas de embarque, as bilheterias e escadas apenas na Visconde de Pirajá, sem necessidade de destruir a Praça N.Sra. da Paz. Qurem fechar e cortar centenas de árvores da Praça toda apenas para que ela se transforme num espaço para espalhar e estacionar máquinas, tratores, caminhões, material de obra. Porque não usam outro local para estacionamento e máquinas e estocagem de material? Quando as pessoas pensam, raciocinam, encontram uma solução alternativa. E o governo ainda alega que menos de 5% da Praça seria usada para o metrô - uma mentira!

E porque o governo não divulga o projeto da estação na Praça? Por que está escondendo? Querem o metrô para as Olimpíadas, estão embromando, para depois dizer: "Agora necessitamos construir em caráter de urgência e não podemos mais debater o assunto - vamos construir na Praça mesmo".

Hélio Bandeira disse...

Os moradores de Ipanema não são preconceituosos como os moradores do bairro nobre de Higienópolis, de São Paulo. Inclusive estamos propondo a estação no quarteirão seguinte, para poupar a Praça. Logo, não somos contra a vinda de pessoas de bairros distantes. Isto que disseram é uma calúnia e difamação. Apenas somos contra a destruição da Praça.

Não existe necessidade de uma plataforma grande na N.Sra. da Paz. Isto talvez tenha sido necessário na Gal. Osório, pois a estação é embaixo do morro e abriram três saídas, inclusive para Copacabana. Na Gal. Osório existe apenas rocha bruta sobre a estação, e não uma grande Praça (que é quase um parque). E para que lojas no subsolo? Para adensar ainda mais o bairro? A área de Ipanema e Leblon foram consideradas oficialmente, pela própria Prefeitura, áreas que não devem crescer mais do que já estão, para não adensar as mesmas. E que espécie de Prefeito é este que um dia reclama que a cidade tem excesso de concreto e no dia seguinte é favorável à destruição da Praça?

O metrô e a estação no bairro do Catete passa exatamente por baixo da Rua do Catete, e as escadas de saída e acesso para a rua ficam nas calçadas da Rua do Catete. Se os governantes insistirem na idéia de prolongar a linha do metrô em Ipanema, poderiam fazer a estação com as escadas de acesso nas calçadas da Visconde de Pirajá (entre as ruas Mª Quitéria e Garcia D'Ávila), que inclusive são mais largas e mais espaçosas que no Catete, e a própria Visconde é bem mais larga - logo, cabe os trilhos do trem, as plataformas de embarque, as bilheterias e escadas apenas na Visconde de Pirajá, sem necessidade de destruir a Praça N.Sra. da Paz. Qurem fechar e cortar centenas de árvores da Praça toda apenas para que ela se transforme num espaço para espalhar e estacionar máquinas, tratores, caminhões, material de obra. Porque não usam outro local para estacionamento e máquinas e estocagem de material? Quando as pessoas pensam, raciocinam, encontram uma solução alternativa. E o governo ainda alega que menos de 5% da Praça seria usada para o metrô - uma mentira!

E porque o governo não divulga o projeto da estação na Praça? Por que está escondendo? Querem o metrô para as Olimpíadas, estão embromando, para depois dizer: "Agora necessitamos construir em caráter de urgência e não podemos mais debater o assunto - vamos construir na Praça mesmo".