SÓ PODE SER PIADA !


Agora ninguém sabe explicar como a PM fazia cabine irregular

  • Oficial afirma que estrutura, já demolida, estava sendo erguida por consórcio do metrô, que nega

O GLOBO (EMAIL·


O local da cabine sem licença, já demolida, virou depósito de lixo
Foto: Fábio Rossi / O Globo
O local da cabine sem licença, já demolida, virou depósito de lixo Fábio Rossi / O Globo
RIO - Demolida nesta quinta-feira pela prefeitura, por falta de licença de obra, a cabine da PM no calçadão do Arpoador continua uma incógnita, num perfeito exemplo do ditado “filho feio não tem pai”. Erguida junto à entrada do Parque Garota de Ipanema, a estrutura estaria sendo construída, segundo o comando do 23º BPM (Leblon), por uma das empresas do consórcio da Linha 4 do metrô, como contrapartida pelo uso de parte do terreno do batalhão como canteiro de obras. Essa informação, no entanto, foi desmentida pelo consórcio Rio Barra, responsável pela expansão do metrô. Ninguém informa ao certo há quanto tempo a obra era executada nem o custo da empreitada, levada ao chão em apenas dez minutos.
De acordo com a Secretaria municipal de Conservação e Serviços Públicos, a cabine de alvenaria foi demolida por não ter passado pelo aval da Comissão Coordenadora de Obras e Reparos em Vias Públicas, composta por membros das secretarias de Urbanismo e Ordem Pública. A secretaria informou que, naquele mesmo ponto, a PM contava com uma cabine blindada licenciada, retirada após ter sido afetada por corrosão. Para substituir o equipamento por uma de alvenaria, a PM deveria ter submetido o projeto ao órgão.
A demolição da estrutura mobilizou dois caminhões, duas retroescavadeiras e oito funcionários da prefeitura. A Secretaria de Conservação não soube informar o gasto com a limpeza da área, alegando que os custos são diluídos no orçamento da pasta.
O comandante do 23º BPM, tenente-coronel Luiz Octávio Lopes, disse nesta sexta-feira que a obra seria fruto de uma parceria com uma empresa que atua na expansão do metrô. O oficial não informou o nome da empresa, mas disse que não foram usados recursos públicos. Ele alegou não ter visto problema em substituir a cabine por uma de alvenaria porque a anterior tinha autorização:
— Nas reuniões comunitárias que fazemos, com a participação da prefeitura, informei que estava substituindo a cabine. Se a cabine anterior tinha licença, por que não haveria para a de alvenaria?
A assessoria da concessionária Rio Barra negou que empresas ligadas ao consórcio tenham feito a obra da cabine.



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