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Verão provoca crescimento da população de rua na Zona Sul

  • Homens e mulheres são atraídos pelo maior fluxo de pessoas
  • Segundo a prefeitura, muitos já passaram por abrigos, mas, ‘cedo ou tarde’ retornam para a região

LEONARDO GORGES, COM LEITORES (


Na Pedra do Arpoador, turistas dividem as trilhas com homem em condição de rua.
Foto: Foto do leitor José Conde / Eu-Repórter
Na Pedra do Arpoador, turistas dividem as trilhas com homem em condição de rua.Foto do leitor José Conde / Eu-Repórter
RIO - Atraídos pela possibilidade de conseguir uns trocados ajudando barraqueiros, catando material reciclável ou pedindo esmolas, moradores de rua aproveitam o calor e o maior fluxo de pessoas durante o verão para se mudar para bairros da Zona Sul da cidade. O aumento da população de rua nas calçadas da região mais rica da cidade não passou despercebida pelo leitores, que enviaram imagens de grupos de andarilhos em dois pontos turísticos: a Pedra do Arpoador e o calçadão na orla do Leme.
“Além da sujeira que fica na Pedra no Arpoador nos fins de semana, agora são moradores de rua e viciados que dividem espaço com os turistas pelas trilhas”, diz um morador de Ipanema que pediu para não ser identificado.
De acordo com a Secretaria municipal de Assistência Social (SMAS) há um constante monitoramento de homens e mulheres “em situação de rua” (como o governo define grupo de pessoas em extrema pobreza), porém, não existe a obrigação do acolhimento em abrigos da prefeitura. No caso do Arpoador, a SMAS afirma que os homens utilizam o espaço da pedra e também do Parque Garota de Ipanema para preparar suas refeições.
Outro bairro que também tem visto um incremento na presença da população de rua é o Leme, em especial no calçadão entre a Rua Antônio Vieira e a Avenida Atlântica. Ali, de acordo com a SMAS, predominam adultos, entre 28 e 55 anos, dependentes de drogas. A aglomeração tem gerado críticas entre os moradores da região.
“É uma vergonha. A bagunça é frequente e ali se faz de tudo, desde as necessidades mais básicas até o consumo de crack e solventes. Tudo isso com a vista privilegiada do mar”, relata o leitor Bernardo Costa.
A prefeitura se defende das críticas. Segundo a administração, muitos dos homens já passaram por abrigos do município, porém, cedo ou tarde, acabaram fugindo para retomar o consumo de drogas.
Além da prefeitura, a população de rua da Zona Sul também conta com o auxílio de instituições religiosas e grupos assistenciais, que oferecem alimentos e roupas.
“O acompanhamento da questão é sistemático e conta também com outros órgãos, como a Subprefeitura da Zona Sul e as corporações de segurança pública. O objetivo é melhor atender a essa população e minimizar o impacto social entre eles e os moradores da Zona Sul” afirma a secretaria, por meio de nota.



2 comentários:

Carlos Sampaio disse...

Em breve enviarei fotos da "Favelinha da Miguel Lemos" um vergonha o verdadeiro acampamento de mendigos que existe na praia...

Anônimo disse...



Assim NAO da ! Esse pessoal esta aumentando a cada dia , a guarda municipal NAO faz nada.

Recebi hoje meu IPTU - quase enfartei . . .